Como a vida é passageira!

Sua esposa, trabalhadora e sempre bem disposta, faleceu subitamente.
“Como a vida é passageira…” – foi esse o começo da nossa conversa. O sr. Justus tem 66 anos, um homem de muita devoção ao Criador.

Éramos um bocado de gente conversando no dialeto da região – não é o idioma oficial, nem é a língua do povo que trabalho. É algo diferente de tudo!

Lá pelas tantas, gritei: “Paaaaaaaaaai, socorro! O meu cérebro não dá conta de acompanhar esse dialeto!!!” Ah sim, gritei por dentro, claro.

De repente, ficamos apenas o viúvo e eu na sala. “Glump! E agora, Senhor?!?!?!?” A soma dos problemas era: dialeto MAIS voz idosa-rouca MAIS presença constante do cigarro na boca MAIS… a ausência total de dentes! Bom, pelo menos ele não era gago =)

Deveras, não entendi nada dos primeiros infindáveis minutos da conversa.
No fim das contas, conversamos sobre a parábola do fariseu e coletor de impostos, do rico tolo; da exortação sobre o cisco e a trave nos olhos e do considerar os outros superiores a si mesmos; do mandamento com promessa sobre honrar pai e mãe, do cuidado de um pai humano pelos seus filhos…
E o viúvo também compartilhou alguns ditados populares repletos de sabedoria e algumas histórias do Corão.

“Sr. Justus… e qual é o significado da nossa vida?”
“Ah, minha filha… não tem muito significado não. A gente deve se contentar com uma vida simples. Nascer, crescer e morrer… Hmmm… E morrer é a parte mais difícil. Sabe, depois que minha esposa se foi, estou com medo…” A conversa terminou, ele se despediu.

Você poderia pedir pelos milhares de velhinhos como o sr. Justus que sofrem de medo da morte – e que nunca ouviram falar do Salvador?

Quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que suas obras são realizadas por intermédio de Deus. João 3:21
Rute Liu/ Maio 2012

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